Mostrando postagens com marcador Dismorfofofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dismorfofofia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dove Day

São Paulo - Na semana em que se comemora o Dia das Crianças (12/10), e o Dia da Garota (11/10), Dove, marca comprometida a encorajar e inspirar mulheres em todo o mundo, relança no país o projeto Dove Autoestima, que tem como missão ajudar a próxima geração a desenvolver uma relação positiva com sua aparência, crescendo livre de estereótipos de beleza e tornando-se mais confiante.


Por meio de workshops e materiais didáticos, o projeto ensina a elevar a autoestima de crianças (principalmente meninas) de 7 a 14 anos. No mundo, mais de 13 milhões já foram impactadas com a ação, e a meta é que até o próximo ano esse número cresça para 15 milhões.

Desenvolvido com a colaboração de pais, mães e especialistas, o programa educativo do projeto é aprovado por um conselho consultivo que tem como diretora a Dra. Susie Orbach, psicoterapeuta, escritora e cofundadora do Centro de Terapia da Mulher de Londres e do centro de Terapia do Instituto da Mulher, em Nova York.

No país, Dove Autoestima conta com a parceria da Federação de Bandeirantes do Brasil, Instituição de ensino não formal, que, há 95 anos, atua na educação para a cidadania ativa de meninas e meninos. O objetivo da parceria é amplificar as mensagens do projeto, treinando os líderes da instituição para levar os workshops Dove Autoestima para mais de 9.500 crianças, em 14 estados. Além da Federação, a marca já fez aproximações e disponibilizou o material didático para outras instituições como o Projeto Arrastão e a ABRINQ.

"Sabemos como as meninas se sentem pressionadas em relação à aparência, e o quanto é importante abordar a questão da autoestima desde cedo para que elas se tornem mulheres confiantes no futuro. Estamos consolidando parcerias para que nossa mensagem chegue ao maior número de garotas. Nossa meta é impactar 25 mil crianças e adolescentes no Brasil até 2015," afirma o diretor de marketing da marca, Eduardo Campanella.

Em 2010, a marca Dove realizou o estudo global "A Real Verdade sobre a Beleza",entrevistando 1.200 meninas de idades ente 10 e 17 anos de seis países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Rússia. Das meninas que participaram, 60% evitam certas atividades porque se sentem mal por sua aparência. Por exemplo, 19% não participam de times ou clubes, 23% não vão a piscinas ou praia, 13% evitam expor opiniões e 15% não vão para a escola.

Ação social - Dove Day

Uma das principais atividades do Projeto Dove Autoestima é o Dove Day, que acontece esta semana em 26 países, entre eles Brasil, EUA, Inglaterra e Rússia. A ação conta com a participação de funcionários voluntários da Unilever, que destinam algumas horas do seu dia de trabalho para participar de workshops junto às crianças e adolescentes de escolas parceiras.

No Brasil, o Dove Day aconteceu no dia 9 de outubro, em São Paulo (SP), e contou com a parceria do SESI Ipiranga e do Colégio Santa Amália – Unidade Saúde. Cerca de 100 funcionários da companhia se voluntariaram para participar da ação, que atingiu cerca de 500 alunos das duas escolas.

"O Dove Day é uma chance de dividir nossas experiências e incentivar crianças e adolescentes a serem mais confiantes. Queremos que essas meninas se transformem em mulheres felizes, livres de estereótipos de beleza equivocados e do peso da insegurança. É muito gratificante participar ativamente do projeto", afirma Gilson Aguiar, coordenador de marketing de Dove e um dos voluntários da ação.

domingo, 5 de outubro de 2014

Lógica da baixa autoestima

Quando questionado sobre o motivo pelo qual não se gosta, aqueles que possuem baixa autoestima costumam alegar que não sabem bem o motivo ou dão respostas muito genéricas e imprecisas do tipo:
  • Eu sou feio (a)
  • Sou chato (a)
  • Sou burro (a)

A baixa autoestima tem sempre uma razão bem clara e definida, porém você prefere escondê-la  até de si mesmo, dentro do seu inconsciente. Contudo se esse motivo for trazido para fora poderemos analisá-lo e verificar se ele tem sentido ou não e se é possível resolvê-lo:

"Eu sempre sou a amiga feia"
Me acho feio por possuir uma característica física que eu não gosto – Não será possível fazer um tratamento específico para isso? Onde encontrar esse tratamento? Quanto custa? Como conseguir essa quantia? É possível fazê-lo gratuitamente ou a preço de custo no SUS, ONG ou por uma Clínica escola de alguma faculdade?

Me acho chato por não ter assunto para conversar com as pessoas – Existem livros, curso ou sites que ensinem como conversar com as pessoas? E se eu me mantiver informado sobre os assuntos do momento terei mais sobre o que conversar? Não existem pessoas que compartilham os mesmos interesses que eu?

"Minhas inseguranças poderiam me comer vivo"
Me sinto burro por não entender sobre as coisas que meus amigos falam – Já leu os livros, assistiu aos filmes e escutou as musicas que eles gostam? Se tiver acesso às mesmas informações que eles tiveram certamente conseguirá entendê-los melhor.



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Psicoterapia para baixa autoestima

"Conheça-se, entenda-se, corrija-se!"
(Via Wikipedia)
F. Potreck-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que elas chamam de "os quatro pilares da autoestima":
1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.
Os dois primeiros pilares representam a dimensão intrapessoal da autoestima, os dois outros sua dimensão interpessoal. O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo (al. Selbstzuwendung), que se desenvolve em três passos: (i) tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas, (ii) relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo e (iii) cuidar de si. Os exercícios incluem técnicas de relaxamento, técnicas para lidar com o crítico interno e de se tornar consciente das partes positivas de si, e muitas técnicas de reestruturação cognitiva e de autorreforço, típicas da terapia cognitivo-comportamental.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O mito da garota feia de Esparta

A primeira vez que ouvi falar sobre o mito da garota feia de Esparta foi quando eu estava lendo sobre Fobia Social e Dismorfofobia. A fábula de Herodotus conta a  história de uma garota muito feia, que era levada todos os dias por sua enfermeira para o Templo de Phoebus Apollo. Lá, a enfermeira rezava para estátua de Helena e pedia que a feiura da menina desaparecesse. Dizem ser a primeira referência sobre não aceitação da aparência.

Com o passar dos tempos e a exacerbação do uso da imagem, sabemos que hoje é praticamente impossível não ser atingindo pela mídia e seus padrões. E mesmo sabendo que são padrões impostos, é muito, mas muito difícil se aceitar e pensar que não tem nada errado. O mundo ta aí, jogando na nossa cara como as pessoas mais bonitas conseguem ter vidas melhores, empregos melhores, amores. Se acontece com as pessoas fora dos padrões? Sim, claro que acontece. Óbvio. Em números menores e com pessoas que enxergaram potencial nelas mesmas.

Você pode ler o texto em inglês aqui: http://bit.ly/1oo55fy (Google Books) ou clique nas imagens para vê-las em tamanho maior.




sábado, 9 de agosto de 2014

Complexo de inferioridade, o que é isso?


"A realidade é muito chata"
Uma das queixas mais comuns das pessoas são os conflitos internos e nos relacionamentos causados pelo sentimento de inferioridade. Quantas pessoas não se sentem inferiores aos seus colegas de trabalho? Não buscam uma promoção por não se sentirem capazes? Não terminam um relacionamento destrutivo por acreditarem que não conseguirão ninguém que as trate bem? Estão sempre se comparando ao irmão, irmã, vizinho, tendo a certeza que o outro é muito mais? Outros deixam de trabalhar, sair, viver, tudo porque se sentem inferiores aos demais.

A denominação "complexo de inferioridade" foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.

Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma conseqüência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos. O que desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Ele sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:

- Inferioridade orgânica:
Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.

- Crianças superprotegidas e mimadas: 
Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas. 

- Rejeição: 
Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas. 

Não são apenas as situações citadas acima que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior, podem existir muitas outras ocorridas durante a infância, mas essas explicam a origem do termo utilizado e podem resultar em isolamento, falta de interesse social e cooperação. 

Todos sabemos que não é nada fácil para uma criança com alguma doença ou deficiência física conviver socialmente, pois as crianças em geral são implacáveis em brincar com as dificuldades de seus colegas, gerando vergonha, medo e a necessidade de se isolarem com o intuito de evitar ser alvo de piadas. Diante dessa realidade, é muito importante que os pais apoiem seus sentimentos e não os menosprezem; fazendo-a perceber que há muitas outras qualidades e que seu potencial pode ser desenvolvido. Do contrário, crescerão com muita dificuldade em acreditar em si mesmas, pois irá depender de como cada um irá lidar com esses aspectos.
"Por que é tão difícil gostar de mim mesma?"

A superproteção durante a infância pode realmente gerar muita insegurança quando adulto, pois estas pessoas quando crianças não foram incentivadas a acreditarem em si mesmas. Assim, crescem, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. O que não é verdade! Todos temos potencial, a diferença é acreditar neles ou não.
A rejeição, assim como o abandono, também pode gerar o sentimento de inferioridade.

Adler enfatizava ainda a importância da agressão, no sentido de lutar por sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfeccionismo, porém a busca pela superioridade como compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando motiva para realizações construtivas e na busca de crescimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo desenvolver a ambição (busca o crescimento material, deixando de lado pessoas e fatos significativos em sua vida) e inveja (desejando ter tudo o que o outro tem, mas não se sente capaz de conseguir por si próprio); tudo para compensar seu sentimento de inferioridade. 

A capacidade do outro sempre é percebida como maior que a própria capacidade, sentindo-se sempre inferior. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa se acomode na situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que demonstram ter uma total confiança em si mesma, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar seu sentimento de inferioridade, não refletindo seu verdadeiro sentimento em relação a si próprio, ou seja, sua essência. Mas o que fazer quando somos adultos e sentimos medo, vergonha, ou seja, ainda sentimos essa inferioridade perante os outros? O mais indicado é:

- Evitar as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.

- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui. 

- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar. 

- O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.

- Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.

- Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!

- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!

- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.