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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dove Day

São Paulo - Na semana em que se comemora o Dia das Crianças (12/10), e o Dia da Garota (11/10), Dove, marca comprometida a encorajar e inspirar mulheres em todo o mundo, relança no país o projeto Dove Autoestima, que tem como missão ajudar a próxima geração a desenvolver uma relação positiva com sua aparência, crescendo livre de estereótipos de beleza e tornando-se mais confiante.


Por meio de workshops e materiais didáticos, o projeto ensina a elevar a autoestima de crianças (principalmente meninas) de 7 a 14 anos. No mundo, mais de 13 milhões já foram impactadas com a ação, e a meta é que até o próximo ano esse número cresça para 15 milhões.

Desenvolvido com a colaboração de pais, mães e especialistas, o programa educativo do projeto é aprovado por um conselho consultivo que tem como diretora a Dra. Susie Orbach, psicoterapeuta, escritora e cofundadora do Centro de Terapia da Mulher de Londres e do centro de Terapia do Instituto da Mulher, em Nova York.

No país, Dove Autoestima conta com a parceria da Federação de Bandeirantes do Brasil, Instituição de ensino não formal, que, há 95 anos, atua na educação para a cidadania ativa de meninas e meninos. O objetivo da parceria é amplificar as mensagens do projeto, treinando os líderes da instituição para levar os workshops Dove Autoestima para mais de 9.500 crianças, em 14 estados. Além da Federação, a marca já fez aproximações e disponibilizou o material didático para outras instituições como o Projeto Arrastão e a ABRINQ.

"Sabemos como as meninas se sentem pressionadas em relação à aparência, e o quanto é importante abordar a questão da autoestima desde cedo para que elas se tornem mulheres confiantes no futuro. Estamos consolidando parcerias para que nossa mensagem chegue ao maior número de garotas. Nossa meta é impactar 25 mil crianças e adolescentes no Brasil até 2015," afirma o diretor de marketing da marca, Eduardo Campanella.

Em 2010, a marca Dove realizou o estudo global "A Real Verdade sobre a Beleza",entrevistando 1.200 meninas de idades ente 10 e 17 anos de seis países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Rússia. Das meninas que participaram, 60% evitam certas atividades porque se sentem mal por sua aparência. Por exemplo, 19% não participam de times ou clubes, 23% não vão a piscinas ou praia, 13% evitam expor opiniões e 15% não vão para a escola.

Ação social - Dove Day

Uma das principais atividades do Projeto Dove Autoestima é o Dove Day, que acontece esta semana em 26 países, entre eles Brasil, EUA, Inglaterra e Rússia. A ação conta com a participação de funcionários voluntários da Unilever, que destinam algumas horas do seu dia de trabalho para participar de workshops junto às crianças e adolescentes de escolas parceiras.

No Brasil, o Dove Day aconteceu no dia 9 de outubro, em São Paulo (SP), e contou com a parceria do SESI Ipiranga e do Colégio Santa Amália – Unidade Saúde. Cerca de 100 funcionários da companhia se voluntariaram para participar da ação, que atingiu cerca de 500 alunos das duas escolas.

"O Dove Day é uma chance de dividir nossas experiências e incentivar crianças e adolescentes a serem mais confiantes. Queremos que essas meninas se transformem em mulheres felizes, livres de estereótipos de beleza equivocados e do peso da insegurança. É muito gratificante participar ativamente do projeto", afirma Gilson Aguiar, coordenador de marketing de Dove e um dos voluntários da ação.

domingo, 5 de outubro de 2014

Lógica da baixa autoestima

Quando questionado sobre o motivo pelo qual não se gosta, aqueles que possuem baixa autoestima costumam alegar que não sabem bem o motivo ou dão respostas muito genéricas e imprecisas do tipo:
  • Eu sou feio (a)
  • Sou chato (a)
  • Sou burro (a)

A baixa autoestima tem sempre uma razão bem clara e definida, porém você prefere escondê-la  até de si mesmo, dentro do seu inconsciente. Contudo se esse motivo for trazido para fora poderemos analisá-lo e verificar se ele tem sentido ou não e se é possível resolvê-lo:

"Eu sempre sou a amiga feia"
Me acho feio por possuir uma característica física que eu não gosto – Não será possível fazer um tratamento específico para isso? Onde encontrar esse tratamento? Quanto custa? Como conseguir essa quantia? É possível fazê-lo gratuitamente ou a preço de custo no SUS, ONG ou por uma Clínica escola de alguma faculdade?

Me acho chato por não ter assunto para conversar com as pessoas – Existem livros, curso ou sites que ensinem como conversar com as pessoas? E se eu me mantiver informado sobre os assuntos do momento terei mais sobre o que conversar? Não existem pessoas que compartilham os mesmos interesses que eu?

"Minhas inseguranças poderiam me comer vivo"
Me sinto burro por não entender sobre as coisas que meus amigos falam – Já leu os livros, assistiu aos filmes e escutou as musicas que eles gostam? Se tiver acesso às mesmas informações que eles tiveram certamente conseguirá entendê-los melhor.



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Autossabotagem: quais âncoras impedem o seu crescimento?

por Andre Lima


"As células do seu corpo reagem a tudo o que sua mente diz.
Negatividade baixa seu sistema imunológico"
Nesses dias um grande amigo meu fez o que muitos podem considerar uma loucura sem tamanho. Ele pediu exoneração de um cargo público onde ganhava um salário mensal de 20 mil reais. Sua esposa registrou em vídeo o momento em que ele, emocionado, assinou a carta pedindo exoneração.
Mas, afinal, por que alguém faria isso? Ele lutou por anos pra ter esse emprego. Saiu de uma situação financeira muito difícil e finalmente conseguiu dar conforto pra ele e sua família. Ao contrário do que se possa pensar, ele não está maluco. Pelo contrário, acho que ele nunca esteve tão lúcido ao tomar essa decisão.
Apesar de ter passado nesse concurso, essa não era sua verdadeira vocação. Ele trabalha como coach. Para quem não conhece essa profissão, o coach é um profissional preparado, que conhece várias ferramentas de desenvolvimento pessoal para ajudar seus clientes a atingirem determinados objetivos que eles desejam. Desde emagrecer até melhorar a vida profissional. Trabalhar como coach é a verdadeira paixão da sua vida.

Ele já vinha crescendo nesse caminho, em paralelo ao emprego público, mas queria se dedicar integralmente.
Na gravação desse vídeo, ele fez a seguinte analogia: a âncora tem apenas 10% do peso do barco mas é ela que o impede de sair por aí livremente. Esse emprego era a sua âncora que sabotava o seu crescimento. Ele cortou a corrente e agora conquistou sua liberdade.
Imagine o que ele ouviu de muitos: "Você é louco! Trocar o certo pelo duvidoso. eu jamais faria isso.". Só que ele já atingiu um nível de maturidade e confiança onde ele tem a certeza de que terá muito mais realização pessoal, além de mais sucesso profissional e financeiro, fazendo aquilo que ele verdadeiramente ama fazer. Loucura é ficar preso num emprego sem prazer, sem paixão, tornando a vida triste todos os dias. Isso leva muitos a adoecer e morrer lentamente.

Todos nós temos ou já tivemos algumas âncoras sabotadoras. E não é só no lado profissional. Às vezes, é um relacionamento desgastado que arrastamos por anos. Amizades que não valem a pena. A âncora que segura a sua vida pode ser o fato de ficar na casa dos pais e não se mudar, não ter o seu próprio lugar. Pode ser ainda o apego a algum lugar que você sabe que poderia se mudar e crescer. Até mesmo hábitos nocivos à saúde podem ser âncoras que não queremos abandonar. O que existe em comum em todas as âncoras é o fato de que as mantemos pelo medo de sair da nossa zona de conforto.

Tem âncoras que são bem pesadas e causam muito sofrimento. Mas o medo de deixá-las e ir de encontro ao novo, ao desconhecido, é maior do que o desconforto do sofrimento que ela nos causa. Eu passei um tempão sofrendo com uma empresa de engenharia que eu tive até o ano de 2006. Além de ter descoberto que aquilo ali não era a minha vocação verdadeira e que jamais me realizaria naquele negócio, a empresa ia de mal a pior no aspecto financeiro. Isso me causava muita angústia, ansiedade e me levou até a desenvolver uma depressão. Eu demorei um certo tempo para amadurecer. Até que um belo dia eu simplesmente tomei a decisão de largar essa âncora pesada que estava me afundando. A partir daí, comecei do zero a trabalhar em tempo integral com autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, ensinando a técnica da EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui).

A âncora do meu amigo aparentemente era algo bem confortável, já que lhe trazia uma boa renda e uma sensação de estabilidade. Mas no fundo estava impedindo que ele desenvolvesse o seu pleno potencial e pudesse abraçar sua missão de vida. Deixar de seguir a nossa verdadeira vocação sempre traz frustração e sofrimento, portanto, não é tão confortável assim.
O que nos impede de largar as âncoras são os nosso medos, crenças limitantes, problemas de autoestima e vários tipos de sentimentos negativos. Por isso nos sabotamos para não largar o que temos agora, como uma forma de autoproteção.

Na época em que passei por essa mudança, eu ouvia muito dizer que essa área de terapias e trabalhos holísticos era difícil de se conseguir sucesso profissional e financeiro e poder ter uma vida confortável.
Entretanto, como eu vinha em um intenso processo de me libertar desses medos e crenças, consegui fazer a transição de forma satisfatória. Libertei-me dos processos de autossabotagem que eram o reflexo de toda a negatividade que eu guardava e parti pra ação.
Com a mudança interior, mudou a minha forma de pensar e agir. Minhas escolhas ficaram melhores. Minha intuição pra seguir o meu caminho melhorou. Além, disso, passei a atrair com mais facilidade o que eu precisava para crescer. E, com bastante dedicação, consegui uma nível de realização profissional e financeira que parecia impossível pra mim nos tempos que eu atuava como engenheiro.

O meu trabalho hoje é ajudar as pessoas a liberar seus pensamentos, crenças e sentimentos negativos pra que elas possam largar suas âncoras e fazerem escolhas melhores. Por isso eu me empenho tanto em ensinar a EFT, pois essa ferramenta tem um poder enorme de curar a negatividade que nós carregamos. Muitas vezes nós até temos consciência dos nossos medos e crenças, só que não conseguimos nos libertar deles. Dessa forma, eles ficam agindo no nosso inconsciente gerando processos de autossabotagem, interferindo totalmente nas nossas escolhas. Com aEFT conseguimos ir fundo na raiz do problema, liberando essas amarras emocionais, o que promove uma mudança rápida nos padrões de sentimentos, pensamentos e comportamentos.

André Lima

*EFT - Emotional Freedom Techniques - Técnica que ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse este link

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Experimento mostra a rejeição que as mulheres gordas sofrem

Hypeness

Morena, bonita, em boa forma e interessante. Você deu um coração e o match aconteceu. A conversa foi natural e agradável e o próximo passo, óbvio, seria marcar um encontro. Você escolhe sua melhor camisa e vai encontrar a gatinha do Tinder. Mas na hora de encontrá-la, a surpresa: ela é bem mais gorda do que na foto.
Esse foi o experimento social realizado pelo pessoal do Simple Pickup, que ficou curioso em saber como as pessoas reagem à inversão de expectativas durante um encontro amoroso. Na brincadeira, a mesma modelo das fotos do Tinder passou por uma “maquiagem de engorda”, em que ganhou alguns quilinhos falsos. O mesmo foi feito com um modelo do sexo masculino e os encontros foram gravados com o auxílio de câmeras escondidas.
Ao encontrarem a mulher mais gorda do que nas fotos, os homens sequer disfarçaram a surpresa e fizeram perguntas indiscretas como “de quando era aquela foto?”. Com desculpas de “eu sou casado” a “eu preciso ir ao banheiro”, apenas um deles não se intimidou e continuou normalmente com a conversa.
No caso dos homens, a história foi diferente. Embora muitas tenham notado a diferença física para as fotos postadas, elas não se importaram. A conversa com todas rendeu normalmente e uma das moças chegou a beijar o modelo em sua versão gorda.
Ao terminar de assistir aos vídeos, volta à cabeça a primeira frase dita pelos organizadores do experimento: “o maior medo de uma mulher ao participar de aplicativos online de encontros é que ela vá se encontrar com um serial killer. O maior medo dos homens é que a mulher seja gorda.”E não é preciso ser muito esperto para saber que há algo de errado nisso.

Mulher gorda



Homem gordo








segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Psicoterapia para baixa autoestima

"Conheça-se, entenda-se, corrija-se!"
(Via Wikipedia)
F. Potreck-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que elas chamam de "os quatro pilares da autoestima":
1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.
Os dois primeiros pilares representam a dimensão intrapessoal da autoestima, os dois outros sua dimensão interpessoal. O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo (al. Selbstzuwendung), que se desenvolve em três passos: (i) tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas, (ii) relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo e (iii) cuidar de si. Os exercícios incluem técnicas de relaxamento, técnicas para lidar com o crítico interno e de se tornar consciente das partes positivas de si, e muitas técnicas de reestruturação cognitiva e de autorreforço, típicas da terapia cognitivo-comportamental.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Autoestima, definição

Em psicologiaautoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo, "Eu sou competente/incompetente", "Eu sou benquisto/malquisto") e emoções autossignificantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela). Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, "Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso") ou de extensão global (por exemplo, "Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral").

Relação entre os termos autoestima, autoconfiança, autoaceitação e autoimagem[editar | editar código-fonte]

Se define como William James (1892) o "si mesmo" como o conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, pode-se dividir esse conhecimento em dois componentes distintos: um descritivo, chamado autoimagem, e outro valorativo, que se designa autoestima. Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e autoaceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indicam uma sutil diferença de uso: Autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida por Potreck-Rose e Jacob (2006) como a convicção que uma pessoa tem, de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa, enquanto autoestima é um termo mais amplo, incluindo por exemplo conceitos sobre as próprias qualidades, etc. Autoaceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de "aceitação incondicional" da abordagem centrada na pessoade Carl Rogers e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros (Potreck-Rose & Jacob, 2006). A autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente. O significado prático dessa inter-relação será tratado mais abaixo (ver abaixo "Psicoterapia para baixa autoestima").

Medição[editar | editar código-fonte]

Para os fins de pesquisa empírica, a autoestima é tipicamente avaliada por um questionário de autoavaliação que produz um resultado quantitativo. A validade e confiabilidade do questionário são estabelecidos antes do uso.

Autoestima, graus e relacionamentos[editar | editar código-fonte]

De fins dos anos 1960 até o início dos anos 1990, foi assumido como questão de fato que a autoestima de um estudante era um fator crítico nas qualificações obtidas na escola, em seus relacionamentos com os colegas e em seus sucessos posteriores na vida. Sendo este o caso, muitos grupos norte-americanos criaram programas para incrementar a autoestima dos estudantes, assumindo que as qualificações melhorariam, os conflitos decresceriam, e que isto levaria a um mundo mais feliz e bem-sucedido. Até os anos 1990, pouca pesquisa revisada e controlada sobre esse tópico foi feita.
O conceito de automelhoria vivenciou mudanças dramáticas desde 1911, quando Ambrose Bierce definiu zombeteiramente a autoestima como "uma avaliação errônea". Bom e mau caráter são conhecidos agora como "diferenças de personalidade". Os direitos têm substituído responsabilidades. A pesquisa sobre egocentrismo e etnocentrismo que municiou a discussão do crescimento e desenvolvimento humano em meados do século XX é ignorada; com efeito, os próprios termos são considerados politicamente incorretos. Uma revolução teve lugar no vocabulário do self. Palavras que implicam confiabilidade ou responsabilidade – autocrítica, abnegação, autodisciplina, autocontrole, modéstia, autodomínio, autocensura e autossacrifício – não estão mais em uso. A linguagem mais favorecida é aquela que exalta o indivíduo: autoexpressão, autoafirmação, autoindulgência, autorrealização, autoaprovação, autoaceitação, egoísmo e a onipresente autoestima (Ruggiero, 2000).
A pesquisa revisada empreendida desde então não tem validado as suposições anteriores. Pesquisas recentes indicam que inflar a autoestima dos estudantes por si mesma não tem efeito positivo sobre a qualificação dos mesmos. Um estudo demonstrou que o efeito pode ser justamente o contrário (Baumeister, 2005). Autoestima elevada se correlaciona com a felicidade autorrelatada. Todavia, não é claro se uma leva necessariamente à outra (Baumeister, 2004). Assim é relacionado os graus e relacionamento e autoestima.

Qualidade e nível da autoestima[editar | editar código-fonte]

O nível e a qualidade da autoestima, embora correlacionados, não são sinônimos. A autoestima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade). Todavia, a qualidade da autoestima pode ser indiretamente avaliada de várias formas: (I) em termos de sua constância através do tempo (estabilidade), (II) em termos de sua independência ao se apresentarem condições particulares (não-contingência), e (III) em termos de quão entranhada ela esteja num nível psicológico básico (inquestionabilidade ou automaticidade)..

Bullying, violência e assassinato[editar | editar código-fonte]

Alguns resultados em estudos recentes, focam que bullyingviolência e autoestima estão interligados. Costumava-se presumir que os bullies agiam violentamente em relação aos outros porque sofriam de baixa autoestima (embora nenhum estudo controlado fosse oferecido para dar suporte a esta posição).
Estas banannagem sugerem que a teoria da baixa autoestima está errada. Mas nenhuma envolve o que os psicólogos sociais consideram como a forma mais convincente de evidência: experimentos de laboratório controlados. Quando conduzimos nossa revisão inicial da literatura, não descobrimos nenhum estudo de laboratório que provasse o elo entre autoestima e agressão (Baumeister, 2001).
Em contraste com velhas crenças, pesquisas recentes indicam que os bullies agem do jeito que agem porque sofrem de uma injustificada autoestima "elevada".
Criminosos violentos frequentemente se descrevem como superiores aos outros - em especial, como pessoas de elite, que merecem tratamento preferencial. Muitos assassinatos e ataques são cometidos em resposta a golpes contra a autoestima, tais como insultos e humilhação. Para ser mais preciso, muitos perpetradores vivem em ambientes onde insultos são muito mais ameaçadores do que a opinião que tem de si mesmos. Estima e respeito estão ligados ao status na hierarquia social, e desonrar alguém pode ter consequências tangíveis e mesmo acarretar risco de perder a vida.
A mesma conclusão emergiu dos estudos de outra categoria de pessoas violentas. É relatado que membros de gangues de rua possuem opiniões favoráveis sobre si mesmos e recorrem à violência quando estas avaliações são contestadas. Bullies de "playground" consideram-se superiores às outras crianças; baixa autoestima é encontrada entre as vítimas dos bullies, não entre os próprios bullies. Grupos violentos têm um sistema de crenças público, que enfatizam sua superioridade sobre os demais (Baumeister, 2001).

Autoestima e motivação econômica[editar | editar código-fonte]

Adam Smith discute o individualismo como uma motivação econômica; esta ideia também está presente nos trabalhos de Nathaniel Branden.


Referências[editar | editar código-fonte]

  • Baumeister, Roy F. (2001). "Violent Pride", Scientific American284, No. 4, pp. 96–101.
  • Baumeister, Roy F., Campbell, Jennifer D., Krueger, Joachim I. & Vohs, Kathleen D. (2003). "Does High Self-Esteem Cause Better Performance, Interpersonal Success, Happiness, or Healthier Lifestyles?". Psychological Science in the Public Interest4 (1), pp. 1–44.
  • Baumeister, Roy F., Campbell, Jennifer D., Krueger, Joachim I. & Vohs, Kathleen D. (2005). "Exploding the Self-Esteem Myth". Scientific American.
  • Lerner, Barbara (1985) "Self-Esteem and Excellence: The Choice and the Paradox". American Educator.
  • Mecca, Andrew M., Smelser, Neil J. & Vasconcellos, John (Eds.) (1989). The Social Importance of Self-esteem. University of California Press.
  • Peixe, Ricardo (2009) "Confiança GT 2.0: Poder Natural em 15 Dias".
  • Potreck-Rose, Friederike & Jacob, Gitta (2006). Selbstzuwendung, Selbstvertrauen, Selbstakzeptanz - Psychoterapeutische Interventionen zum Aufbau von Selbstwertgefühl. Stuttgart: Clett-Kota. ISBN 3-608-89016-5
  • Ruggiero, Vincent R. (2000). "Bad Attitude: Confronting the Views That Hinder Student's Learning". American Educator.
  • Sedikides, C., & Gregg. A. P. (2003). "Portraits of the self." Em M. A. Hogg & J. Cooper (Eds.), Sage handbook of social psychology (pp. 110-138). Londres: Sage Publications.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

sábado, 9 de agosto de 2014

Complexo de inferioridade, o que é isso?


"A realidade é muito chata"
Uma das queixas mais comuns das pessoas são os conflitos internos e nos relacionamentos causados pelo sentimento de inferioridade. Quantas pessoas não se sentem inferiores aos seus colegas de trabalho? Não buscam uma promoção por não se sentirem capazes? Não terminam um relacionamento destrutivo por acreditarem que não conseguirão ninguém que as trate bem? Estão sempre se comparando ao irmão, irmã, vizinho, tendo a certeza que o outro é muito mais? Outros deixam de trabalhar, sair, viver, tudo porque se sentem inferiores aos demais.

A denominação "complexo de inferioridade" foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.

Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma conseqüência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos. O que desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Ele sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:

- Inferioridade orgânica:
Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.

- Crianças superprotegidas e mimadas: 
Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas. 

- Rejeição: 
Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas. 

Não são apenas as situações citadas acima que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior, podem existir muitas outras ocorridas durante a infância, mas essas explicam a origem do termo utilizado e podem resultar em isolamento, falta de interesse social e cooperação. 

Todos sabemos que não é nada fácil para uma criança com alguma doença ou deficiência física conviver socialmente, pois as crianças em geral são implacáveis em brincar com as dificuldades de seus colegas, gerando vergonha, medo e a necessidade de se isolarem com o intuito de evitar ser alvo de piadas. Diante dessa realidade, é muito importante que os pais apoiem seus sentimentos e não os menosprezem; fazendo-a perceber que há muitas outras qualidades e que seu potencial pode ser desenvolvido. Do contrário, crescerão com muita dificuldade em acreditar em si mesmas, pois irá depender de como cada um irá lidar com esses aspectos.
"Por que é tão difícil gostar de mim mesma?"

A superproteção durante a infância pode realmente gerar muita insegurança quando adulto, pois estas pessoas quando crianças não foram incentivadas a acreditarem em si mesmas. Assim, crescem, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. O que não é verdade! Todos temos potencial, a diferença é acreditar neles ou não.
A rejeição, assim como o abandono, também pode gerar o sentimento de inferioridade.

Adler enfatizava ainda a importância da agressão, no sentido de lutar por sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfeccionismo, porém a busca pela superioridade como compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando motiva para realizações construtivas e na busca de crescimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo desenvolver a ambição (busca o crescimento material, deixando de lado pessoas e fatos significativos em sua vida) e inveja (desejando ter tudo o que o outro tem, mas não se sente capaz de conseguir por si próprio); tudo para compensar seu sentimento de inferioridade. 

A capacidade do outro sempre é percebida como maior que a própria capacidade, sentindo-se sempre inferior. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa se acomode na situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que demonstram ter uma total confiança em si mesma, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar seu sentimento de inferioridade, não refletindo seu verdadeiro sentimento em relação a si próprio, ou seja, sua essência. Mas o que fazer quando somos adultos e sentimos medo, vergonha, ou seja, ainda sentimos essa inferioridade perante os outros? O mais indicado é:

- Evitar as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.

- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui. 

- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar. 

- O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.

- Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.

- Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!

- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!

- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.