domingo, 5 de outubro de 2014

Lógica da baixa autoestima

Quando questionado sobre o motivo pelo qual não se gosta, aqueles que possuem baixa autoestima costumam alegar que não sabem bem o motivo ou dão respostas muito genéricas e imprecisas do tipo:
  • Eu sou feio (a)
  • Sou chato (a)
  • Sou burro (a)

A baixa autoestima tem sempre uma razão bem clara e definida, porém você prefere escondê-la  até de si mesmo, dentro do seu inconsciente. Contudo se esse motivo for trazido para fora poderemos analisá-lo e verificar se ele tem sentido ou não e se é possível resolvê-lo:

"Eu sempre sou a amiga feia"
Me acho feio por possuir uma característica física que eu não gosto – Não será possível fazer um tratamento específico para isso? Onde encontrar esse tratamento? Quanto custa? Como conseguir essa quantia? É possível fazê-lo gratuitamente ou a preço de custo no SUS, ONG ou por uma Clínica escola de alguma faculdade?

Me acho chato por não ter assunto para conversar com as pessoas – Existem livros, curso ou sites que ensinem como conversar com as pessoas? E se eu me mantiver informado sobre os assuntos do momento terei mais sobre o que conversar? Não existem pessoas que compartilham os mesmos interesses que eu?

"Minhas inseguranças poderiam me comer vivo"
Me sinto burro por não entender sobre as coisas que meus amigos falam – Já leu os livros, assistiu aos filmes e escutou as musicas que eles gostam? Se tiver acesso às mesmas informações que eles tiveram certamente conseguirá entendê-los melhor.



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Autossabotagem: quais âncoras impedem o seu crescimento?

por Andre Lima


"As células do seu corpo reagem a tudo o que sua mente diz.
Negatividade baixa seu sistema imunológico"
Nesses dias um grande amigo meu fez o que muitos podem considerar uma loucura sem tamanho. Ele pediu exoneração de um cargo público onde ganhava um salário mensal de 20 mil reais. Sua esposa registrou em vídeo o momento em que ele, emocionado, assinou a carta pedindo exoneração.
Mas, afinal, por que alguém faria isso? Ele lutou por anos pra ter esse emprego. Saiu de uma situação financeira muito difícil e finalmente conseguiu dar conforto pra ele e sua família. Ao contrário do que se possa pensar, ele não está maluco. Pelo contrário, acho que ele nunca esteve tão lúcido ao tomar essa decisão.
Apesar de ter passado nesse concurso, essa não era sua verdadeira vocação. Ele trabalha como coach. Para quem não conhece essa profissão, o coach é um profissional preparado, que conhece várias ferramentas de desenvolvimento pessoal para ajudar seus clientes a atingirem determinados objetivos que eles desejam. Desde emagrecer até melhorar a vida profissional. Trabalhar como coach é a verdadeira paixão da sua vida.

Ele já vinha crescendo nesse caminho, em paralelo ao emprego público, mas queria se dedicar integralmente.
Na gravação desse vídeo, ele fez a seguinte analogia: a âncora tem apenas 10% do peso do barco mas é ela que o impede de sair por aí livremente. Esse emprego era a sua âncora que sabotava o seu crescimento. Ele cortou a corrente e agora conquistou sua liberdade.
Imagine o que ele ouviu de muitos: "Você é louco! Trocar o certo pelo duvidoso. eu jamais faria isso.". Só que ele já atingiu um nível de maturidade e confiança onde ele tem a certeza de que terá muito mais realização pessoal, além de mais sucesso profissional e financeiro, fazendo aquilo que ele verdadeiramente ama fazer. Loucura é ficar preso num emprego sem prazer, sem paixão, tornando a vida triste todos os dias. Isso leva muitos a adoecer e morrer lentamente.

Todos nós temos ou já tivemos algumas âncoras sabotadoras. E não é só no lado profissional. Às vezes, é um relacionamento desgastado que arrastamos por anos. Amizades que não valem a pena. A âncora que segura a sua vida pode ser o fato de ficar na casa dos pais e não se mudar, não ter o seu próprio lugar. Pode ser ainda o apego a algum lugar que você sabe que poderia se mudar e crescer. Até mesmo hábitos nocivos à saúde podem ser âncoras que não queremos abandonar. O que existe em comum em todas as âncoras é o fato de que as mantemos pelo medo de sair da nossa zona de conforto.

Tem âncoras que são bem pesadas e causam muito sofrimento. Mas o medo de deixá-las e ir de encontro ao novo, ao desconhecido, é maior do que o desconforto do sofrimento que ela nos causa. Eu passei um tempão sofrendo com uma empresa de engenharia que eu tive até o ano de 2006. Além de ter descoberto que aquilo ali não era a minha vocação verdadeira e que jamais me realizaria naquele negócio, a empresa ia de mal a pior no aspecto financeiro. Isso me causava muita angústia, ansiedade e me levou até a desenvolver uma depressão. Eu demorei um certo tempo para amadurecer. Até que um belo dia eu simplesmente tomei a decisão de largar essa âncora pesada que estava me afundando. A partir daí, comecei do zero a trabalhar em tempo integral com autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, ensinando a técnica da EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui).

A âncora do meu amigo aparentemente era algo bem confortável, já que lhe trazia uma boa renda e uma sensação de estabilidade. Mas no fundo estava impedindo que ele desenvolvesse o seu pleno potencial e pudesse abraçar sua missão de vida. Deixar de seguir a nossa verdadeira vocação sempre traz frustração e sofrimento, portanto, não é tão confortável assim.
O que nos impede de largar as âncoras são os nosso medos, crenças limitantes, problemas de autoestima e vários tipos de sentimentos negativos. Por isso nos sabotamos para não largar o que temos agora, como uma forma de autoproteção.

Na época em que passei por essa mudança, eu ouvia muito dizer que essa área de terapias e trabalhos holísticos era difícil de se conseguir sucesso profissional e financeiro e poder ter uma vida confortável.
Entretanto, como eu vinha em um intenso processo de me libertar desses medos e crenças, consegui fazer a transição de forma satisfatória. Libertei-me dos processos de autossabotagem que eram o reflexo de toda a negatividade que eu guardava e parti pra ação.
Com a mudança interior, mudou a minha forma de pensar e agir. Minhas escolhas ficaram melhores. Minha intuição pra seguir o meu caminho melhorou. Além, disso, passei a atrair com mais facilidade o que eu precisava para crescer. E, com bastante dedicação, consegui uma nível de realização profissional e financeira que parecia impossível pra mim nos tempos que eu atuava como engenheiro.

O meu trabalho hoje é ajudar as pessoas a liberar seus pensamentos, crenças e sentimentos negativos pra que elas possam largar suas âncoras e fazerem escolhas melhores. Por isso eu me empenho tanto em ensinar a EFT, pois essa ferramenta tem um poder enorme de curar a negatividade que nós carregamos. Muitas vezes nós até temos consciência dos nossos medos e crenças, só que não conseguimos nos libertar deles. Dessa forma, eles ficam agindo no nosso inconsciente gerando processos de autossabotagem, interferindo totalmente nas nossas escolhas. Com aEFT conseguimos ir fundo na raiz do problema, liberando essas amarras emocionais, o que promove uma mudança rápida nos padrões de sentimentos, pensamentos e comportamentos.

André Lima

*EFT - Emotional Freedom Techniques - Técnica que ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse este link

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Curta sobre suicídio, The Jump

"Ed uma longa caminhada em uma ponte e tem uma batalha sobre o seu destino com o seu pior inimigo - seus próprios pensamentos. A história é uma alegoria do id, o ego e o super-ego. O filme é para qualquer um pensou em suicídio e sobreviveu para contar a história.
 
Este é um clipe do filme. Embora eu hesite em colocá-la na internet, porque o filme foi concebido para acender a conversação em cima da visão. Para cada exibição do filme, a música é despojado da trilha sonora e executada ao vivo por um artista. O filme também é acompanhada por uma discussão sobre a saúde mental e suicídio.
 
JUMP - Um filme para qualquer um que  olhou suicídio no rosto e sobreviveu para contar a história." 
 
 
créditos
Diretor / Produtor Executivo - Eric Larkin
Produtor - Ashley Larkin
Produtor - Aisha Jabour
Ator (Ed) - Tim Wardel
Ator (Pensamento) - Johan Kahlilian
Editor - BettJo Moore



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Experimento mostra a rejeição que as mulheres gordas sofrem

Hypeness

Morena, bonita, em boa forma e interessante. Você deu um coração e o match aconteceu. A conversa foi natural e agradável e o próximo passo, óbvio, seria marcar um encontro. Você escolhe sua melhor camisa e vai encontrar a gatinha do Tinder. Mas na hora de encontrá-la, a surpresa: ela é bem mais gorda do que na foto.
Esse foi o experimento social realizado pelo pessoal do Simple Pickup, que ficou curioso em saber como as pessoas reagem à inversão de expectativas durante um encontro amoroso. Na brincadeira, a mesma modelo das fotos do Tinder passou por uma “maquiagem de engorda”, em que ganhou alguns quilinhos falsos. O mesmo foi feito com um modelo do sexo masculino e os encontros foram gravados com o auxílio de câmeras escondidas.
Ao encontrarem a mulher mais gorda do que nas fotos, os homens sequer disfarçaram a surpresa e fizeram perguntas indiscretas como “de quando era aquela foto?”. Com desculpas de “eu sou casado” a “eu preciso ir ao banheiro”, apenas um deles não se intimidou e continuou normalmente com a conversa.
No caso dos homens, a história foi diferente. Embora muitas tenham notado a diferença física para as fotos postadas, elas não se importaram. A conversa com todas rendeu normalmente e uma das moças chegou a beijar o modelo em sua versão gorda.
Ao terminar de assistir aos vídeos, volta à cabeça a primeira frase dita pelos organizadores do experimento: “o maior medo de uma mulher ao participar de aplicativos online de encontros é que ela vá se encontrar com um serial killer. O maior medo dos homens é que a mulher seja gorda.”E não é preciso ser muito esperto para saber que há algo de errado nisso.

Mulher gorda



Homem gordo








segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Psicoterapia para baixa autoestima

"Conheça-se, entenda-se, corrija-se!"
(Via Wikipedia)
F. Potreck-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que elas chamam de "os quatro pilares da autoestima":
1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.
Os dois primeiros pilares representam a dimensão intrapessoal da autoestima, os dois outros sua dimensão interpessoal. O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo (al. Selbstzuwendung), que se desenvolve em três passos: (i) tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas, (ii) relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo e (iii) cuidar de si. Os exercícios incluem técnicas de relaxamento, técnicas para lidar com o crítico interno e de se tornar consciente das partes positivas de si, e muitas técnicas de reestruturação cognitiva e de autorreforço, típicas da terapia cognitivo-comportamental.

domingo, 28 de setembro de 2014

Bordados feministas reproduzem “imperfeições” do corpo feminino

Diga adeus a todas as noções preconcebidas sobre o bordado: se antes a técnica artesanal era considerada conservadora, muitas vezes associada às vovós, hoje ela está sendo usada por jovens feministas, como a artista e costureira Sally Hewett, para quebrar paradigmas, servindo como verdadeiro instrumento de debates pertinentes a atualidade.
Interessada nas histórias sociais e políticas dos meios de comunicação e da arte, ela também sempre se interessou em corpos. Corpos reais. Corpos reais com pelos, estrias, celulite, rugas e todas as "imperfeições" muitas vezes retocadas para atingir o modelo de estética vigente aclamada pela cultura pop mainstream.
o-BOOBS-900
Penelope - veludo, seda bordado, cabelo humano

Combinando esses interesses variados em uma série de bordados que retratam peitos e bundas como realmente são, Hewett prova que brincar com esses indesejados sinais pode produzir arte de uma forma muito mais próxima da perfeição.

"Em um momento durante a minha educação artística, quando eu estava particularmente perdida e querendo saber para onde direcionar a minha arte, encontrei alguns aros de bordado que haviam pertencido a minha avó e comecei a bordar", explicou Hewett ao The Huffington Post.

Apesar de se tratar de objetos costurados, muitas das peças de Hewett são mais realistas do que a maioria das representações de corpos femininos que encontramos no dia-a-dia. De covinhas nas costas para celulites, os bordados da francesa capturam essas particularidades de forma tão precisa que acabam consideradas indesejáveis ​​pelo pensamento dominante.

Por meio de uma costura cuidadosamente elaborada, Hewett revela a glória destes sinais corporais cuja beleza simplesmente não é reconhecida.

o-BUTT-900slide_370066_4261780_freeslide_370066_4261782_freeslide_370066_4261784_freeslide_370066_4261788_freeslide_370066_4261808_free


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Autoestima, definição

Em psicologiaautoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo, "Eu sou competente/incompetente", "Eu sou benquisto/malquisto") e emoções autossignificantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela). Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, "Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso") ou de extensão global (por exemplo, "Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral").

Relação entre os termos autoestima, autoconfiança, autoaceitação e autoimagem[editar | editar código-fonte]

Se define como William James (1892) o "si mesmo" como o conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, pode-se dividir esse conhecimento em dois componentes distintos: um descritivo, chamado autoimagem, e outro valorativo, que se designa autoestima. Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e autoaceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indicam uma sutil diferença de uso: Autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida por Potreck-Rose e Jacob (2006) como a convicção que uma pessoa tem, de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa, enquanto autoestima é um termo mais amplo, incluindo por exemplo conceitos sobre as próprias qualidades, etc. Autoaceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de "aceitação incondicional" da abordagem centrada na pessoade Carl Rogers e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros (Potreck-Rose & Jacob, 2006). A autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente. O significado prático dessa inter-relação será tratado mais abaixo (ver abaixo "Psicoterapia para baixa autoestima").

Medição[editar | editar código-fonte]

Para os fins de pesquisa empírica, a autoestima é tipicamente avaliada por um questionário de autoavaliação que produz um resultado quantitativo. A validade e confiabilidade do questionário são estabelecidos antes do uso.

Autoestima, graus e relacionamentos[editar | editar código-fonte]

De fins dos anos 1960 até o início dos anos 1990, foi assumido como questão de fato que a autoestima de um estudante era um fator crítico nas qualificações obtidas na escola, em seus relacionamentos com os colegas e em seus sucessos posteriores na vida. Sendo este o caso, muitos grupos norte-americanos criaram programas para incrementar a autoestima dos estudantes, assumindo que as qualificações melhorariam, os conflitos decresceriam, e que isto levaria a um mundo mais feliz e bem-sucedido. Até os anos 1990, pouca pesquisa revisada e controlada sobre esse tópico foi feita.
O conceito de automelhoria vivenciou mudanças dramáticas desde 1911, quando Ambrose Bierce definiu zombeteiramente a autoestima como "uma avaliação errônea". Bom e mau caráter são conhecidos agora como "diferenças de personalidade". Os direitos têm substituído responsabilidades. A pesquisa sobre egocentrismo e etnocentrismo que municiou a discussão do crescimento e desenvolvimento humano em meados do século XX é ignorada; com efeito, os próprios termos são considerados politicamente incorretos. Uma revolução teve lugar no vocabulário do self. Palavras que implicam confiabilidade ou responsabilidade – autocrítica, abnegação, autodisciplina, autocontrole, modéstia, autodomínio, autocensura e autossacrifício – não estão mais em uso. A linguagem mais favorecida é aquela que exalta o indivíduo: autoexpressão, autoafirmação, autoindulgência, autorrealização, autoaprovação, autoaceitação, egoísmo e a onipresente autoestima (Ruggiero, 2000).
A pesquisa revisada empreendida desde então não tem validado as suposições anteriores. Pesquisas recentes indicam que inflar a autoestima dos estudantes por si mesma não tem efeito positivo sobre a qualificação dos mesmos. Um estudo demonstrou que o efeito pode ser justamente o contrário (Baumeister, 2005). Autoestima elevada se correlaciona com a felicidade autorrelatada. Todavia, não é claro se uma leva necessariamente à outra (Baumeister, 2004). Assim é relacionado os graus e relacionamento e autoestima.

Qualidade e nível da autoestima[editar | editar código-fonte]

O nível e a qualidade da autoestima, embora correlacionados, não são sinônimos. A autoestima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade). Todavia, a qualidade da autoestima pode ser indiretamente avaliada de várias formas: (I) em termos de sua constância através do tempo (estabilidade), (II) em termos de sua independência ao se apresentarem condições particulares (não-contingência), e (III) em termos de quão entranhada ela esteja num nível psicológico básico (inquestionabilidade ou automaticidade)..

Bullying, violência e assassinato[editar | editar código-fonte]

Alguns resultados em estudos recentes, focam que bullyingviolência e autoestima estão interligados. Costumava-se presumir que os bullies agiam violentamente em relação aos outros porque sofriam de baixa autoestima (embora nenhum estudo controlado fosse oferecido para dar suporte a esta posição).
Estas banannagem sugerem que a teoria da baixa autoestima está errada. Mas nenhuma envolve o que os psicólogos sociais consideram como a forma mais convincente de evidência: experimentos de laboratório controlados. Quando conduzimos nossa revisão inicial da literatura, não descobrimos nenhum estudo de laboratório que provasse o elo entre autoestima e agressão (Baumeister, 2001).
Em contraste com velhas crenças, pesquisas recentes indicam que os bullies agem do jeito que agem porque sofrem de uma injustificada autoestima "elevada".
Criminosos violentos frequentemente se descrevem como superiores aos outros - em especial, como pessoas de elite, que merecem tratamento preferencial. Muitos assassinatos e ataques são cometidos em resposta a golpes contra a autoestima, tais como insultos e humilhação. Para ser mais preciso, muitos perpetradores vivem em ambientes onde insultos são muito mais ameaçadores do que a opinião que tem de si mesmos. Estima e respeito estão ligados ao status na hierarquia social, e desonrar alguém pode ter consequências tangíveis e mesmo acarretar risco de perder a vida.
A mesma conclusão emergiu dos estudos de outra categoria de pessoas violentas. É relatado que membros de gangues de rua possuem opiniões favoráveis sobre si mesmos e recorrem à violência quando estas avaliações são contestadas. Bullies de "playground" consideram-se superiores às outras crianças; baixa autoestima é encontrada entre as vítimas dos bullies, não entre os próprios bullies. Grupos violentos têm um sistema de crenças público, que enfatizam sua superioridade sobre os demais (Baumeister, 2001).

Autoestima e motivação econômica[editar | editar código-fonte]

Adam Smith discute o individualismo como uma motivação econômica; esta ideia também está presente nos trabalhos de Nathaniel Branden.


Referências[editar | editar código-fonte]

  • Baumeister, Roy F. (2001). "Violent Pride", Scientific American284, No. 4, pp. 96–101.
  • Baumeister, Roy F., Campbell, Jennifer D., Krueger, Joachim I. & Vohs, Kathleen D. (2003). "Does High Self-Esteem Cause Better Performance, Interpersonal Success, Happiness, or Healthier Lifestyles?". Psychological Science in the Public Interest4 (1), pp. 1–44.
  • Baumeister, Roy F., Campbell, Jennifer D., Krueger, Joachim I. & Vohs, Kathleen D. (2005). "Exploding the Self-Esteem Myth". Scientific American.
  • Lerner, Barbara (1985) "Self-Esteem and Excellence: The Choice and the Paradox". American Educator.
  • Mecca, Andrew M., Smelser, Neil J. & Vasconcellos, John (Eds.) (1989). The Social Importance of Self-esteem. University of California Press.
  • Peixe, Ricardo (2009) "Confiança GT 2.0: Poder Natural em 15 Dias".
  • Potreck-Rose, Friederike & Jacob, Gitta (2006). Selbstzuwendung, Selbstvertrauen, Selbstakzeptanz - Psychoterapeutische Interventionen zum Aufbau von Selbstwertgefühl. Stuttgart: Clett-Kota. ISBN 3-608-89016-5
  • Ruggiero, Vincent R. (2000). "Bad Attitude: Confronting the Views That Hinder Student's Learning". American Educator.
  • Sedikides, C., & Gregg. A. P. (2003). "Portraits of the self." Em M. A. Hogg & J. Cooper (Eds.), Sage handbook of social psychology (pp. 110-138). Londres: Sage Publications.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]